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Originalmente publicado na revista Endodontic Practice, Volume 10

O que você pode nos contar sobre seu histórico?

Minha experiência dentária teve início como uma assistente dentária. Tenho fortes laços com a região de Detroit. Estudei na Universidade de Detroit Mercy e segui trabalhando como assistente dentária. Terminei a faculdade de odontologia e uma residência de prática geral. Recebi um mestrado do programa de graduação em endodontia na Universidade de Detroit Mercy. Recebi um mestrado em Administração de Serviços de Saúde na Universidade de Michigan, passei vários anos ensinando e praticado endodontia, e recentemente me tornei uma educadora em tempo integral. Sou uma endodontista certificada e atual diretora de programas do programa de graduação em endodontia da Universidade de Detroit Mercy.

O que te atraiu inicialmente para a especialidade de endodontia?

Fiquei interessada na endodontia inicialmente na universidade de odontologia. O Dr. Robert Stelman era o diretor do programa de graduação em endodontia, e foi ele quem fez meu interesse despertar. Ele enfatizava a importância de diagnósticos endodônticos apropriados, que podem ser desafiadores em casos de dores vagas. Durante a minha residência de práticas gerais no Centro Médico de Administração de Veteranos, fui exposta a procedimentos endodônticos mais avançados. O Dr. Thomas Stein teve uma influência impactante na minha educação endodôntica e proporcionou aos residentes uma base sólida sobre o essencial do tratamento endodôntico. Ele enfatizava a complexidade da anatomia dos sistemas de canais radiculares e os respectivos desafios de tratamentos. Minha co-residente e eu ingressamos na especialização endodôntica. Enquanto ensinava na Universidade de Michigan, trabalhei de perto com o departamento de endodontia e fiquei intrigada com os desafios do tratamento endodôntico.

Quais aspectos do seu treinamento te inspiraram a acrescentar “educadora” à sua lista de realizações?

Eu tive experiência como educadora na Universidade de Odontologia de Michigan. Subsequentemente, entrei no programa de graduação em endodontia da Universidade de Detroit Mercy. Fui encorajada a considerar contribuir para profissão pelo Dr. Robert Ellson. Seu ensino era focada na importância da literatura científica para corroborar as decisões no tratamento. Os Drs. John Braud, Michael Hoen e George Goodis serviram de modelos do papel de educador e me encorajaram a considerar ensinar, e em promover meu interesse pela lado acadêmico.Eu estou focada em usar princípios baseados em evidências para apoiar as recomendações de tratamentos.

Quais são os seus momentos de maior orgulho nos aspectos clínicos e docentes da sua vida?

Eu acho particularmente gratificante quando vejo um estudante experienciando o momento “Aha!” quando vêem o quadro mais amplo e se tornam capazes de juntar as peças do quebra-cabeças para entender um conceito. Meu objetivo para os estudantes é que eles possam atingir seus plenos potenciais e encorajá-los a serem aprendizes por toda a vida. Um momento de orgulho é ver a a conclusão de um projeto de pesquisa de residência que trará uma contribuição positiva ao conhecimento endodôntico. Enquanto novas técnicas, conceitos, e tratamentos evoluem, é importante estar aberto, aberta, a novas ideias, usar princípios baseados em evidências, e usar o pensamento crítico. Isso irá ajudar a profissão a evoluir para níveis mais altos. Também é particularmente gratificante fornecer um tratamento endodôntico confortável e de qualidade e ajudar a preservar a estrutura e a função naturais da dentição.

O que você considera único na docência?

O material que eu ensino está constantemente sento atualizado com a literatura científica mais moderna. Eu enfatizado o ensino baseado em evidências. Os estudos que nós avaliamos são classificados de acordo com os níveis de evidências. Tendo dito isso, há um conceito emergindo sobre a integração de estudos ambos qualitativos e quantitativos para decisões na prática clínica, assim como novas aplicações no ensino de metodologias. Eu estou envolvida em explorar diversas metodologias de ensino para encorajar o envolvimento de estudantes tais como “salas de aula viradas”, educação inter-profissional e aprendizado baseado em problemas. O objetivo final é promover a habilidade para pensamento crítico na aplicação de conceitos científicos para o tratamento clínico, melhorando assim os resultados dos tratamentos.

Como uma educadora, o que você aprendeu sobre seus estudantes clínicos?

Eu considero um privilégio ensinar estudantes com variados históricos educacionais, clínicos e culturais. Os residentes de graduação endodôntica trazem uma variedade de experiências e forças para o programa. É importante identificar as forças do/da estudante e edificar sobre elas para maximizar sua experiência educacional. Ao compartilharem suas experiências únicas, eu posso aprender com os estudantes, e eles podem aprender uns dos outros.

Qual tem sido seu maior desafio em compartilhar informações e educar endodontistas?

O volume bruto de informações tem crescido exponencialmente. Existem múltiplas fontes de informação, incluindo fontes impressas, eletrônicas, e vídeos. Pode ser desafiador sentar e triar uma quantidade enorme de material para selecionar a informação mais importante e relevante que deveria ser incluída. Outro desafio é apresentar materiais de formas variadas, incorporante as várias metodologias de ensino, tais como projetos em equipe e aprendizado interativo.

Qual é o futuro da endodontia?

Há diversos desenvolvimentos entusiasmantes na endodontia. A endodontia regenerativa é uma área que eu acho animadora e promissora. Ela utiliza os princípios de engenharia de tecidos para ajudar a substituir tecidos danificados e reparar dentes com desenvolvimento radicular imaturo. O objetivo é promover o desenvolvimento do ápice radicular e aumentar a espessura da parede do canal radicular in dentes permanentes imaturos. O papel das células tronco dentárias é essencial neste processo. O futuro da endodontia incluirá a expansão de outras aplicações de engenharia de tecidos para aperfeiçoar os prognósticos.

Qual conselho você daria aos colegas endodontistas?

Eu encorajaria os interessados em endodontia a continuarem a desenvolver suas habilidades através da educação contínua e clubes de estudos. Considerar falarem com os endodontistas com quem trabalham sobre oportunidades de mentoria. A Newsletter da Associação Americana de Endodontistas é uma grande fonte para dentistas. Os Casos de Dificuldade em Endodontia da AAE e o Formulário de avaliação são usados na educação para determinar os fatores de risco potenciais e as complicações relacionados com o nível de dificuldade do dente a ser tratado. A escolha de casos é importante quando se expande as habilidades clínicas.

O que você teria feito se não tivesse se tornado uma dentista?

Eu aprecio escrever, então talvez tivesse explorado uma carreira associada com jornalismo. Meu interesse em escreve se manifesta pela leitura, pela exploração criativa na escrita, e na publicação de artigos científicos.

Quais são seus hobbies e o que você faz no seu tempo livre?

Não apenas eu leio uma quantidade ampla de materiais para a faculdade, mas eu também gosto de ler por prazer. Gosto de participar de uma partida de golf quando possível. Eu também gosto de fotografia e acho a ioga tanto relaxante quanto revigorante.

 

Fonte: https://issuu.com/medmark/docs/epus_v10n2_issuu

OS PREFERIDOS

 

  • Imagens CBCT estão tendo um impacto significativo nos diagnósticos, que podem influenciar o tratamento sugerido e prognóstico
  • Materiais biocerâmicos tais como trióxido mineral agregado (MTA) e biodentina são excelentes materiais. Estes materiais são usados para terapia vital da polpa e reparos de perfurações.
  • Microscópios cirúrgicos são essenciais na prática de endodontia. Usos particulares incluem a facilitação da endodontia minimamente invasiva e a identificação dos orifícios dos canais.
  • Aplicativos de trauma (Trauma apps) – estes aplicativos de celular são muito úteis para fornecer uma fonte de informações sobre como administrar traumas dentários tanto para profissionais dentistas quanto para pacientes.
  • Injeções intraósseas tais como Stabident e X-tip podem ajudar a obter anestesia local profunda.
  • Há uma variedade de limas rotatórias NiTi para se escolher que permitem manter a curvatura natural dos canais.
  • EndoAtivadores para ativação sônica de Irrigantes ou EndoUltra ou UltraFlo para ativação ultrassônica de Irrigantes.
  • Localizadores apicais são úteis para verificar a posição do forame apical.

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